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Archive for the ‘crianças e os animais’ Category

Fotos com animais em circos expõem fatalismo russo

ANDREW E. KRAMER
DO “NEW YORK TIMES”

O pai se ajoelhou ao lado da filha e gentilmente a encorajou a pôr de lado seus medos.

“Não se preocupe”, sussurrou. “É só um gatinho.”

Mas, na verdade, deitada em um pedestal no saguão do circo Nikulin, em Moscou, balançando preguiçosamente a longa cauda amarronzada, a tigresa chamada Chanel não era uma gatinha.

Era um tigre-siberiano adulto, cujos treinadores usam em um dos mais assustadores rituais do circo russo: a prática de fotografar crianças com predadores durante o intervalo dos espetáculos.

Nesse momento, Chanel se senta. Enquanto as crianças se agrupam ao seu redor, seus enormes e iridescentes olhos amarelos continuam, inescrutáveis e selvagens, totalmente misteriosos sobre a pergunta premente que uma jovem preocupada faz a sua mãe: “Você acha que ela já comeu?”

James Hill/The New York Times
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Sessões de fotos com animais de circo, como esta em Moscou, são populares na Rússia; às vezes, a iniciativa pode dar errado

Colocar crianças ao lado de feras carnívoras para uma foto -mesmo que por um segundo, enquanto o treinador se afasta- ilustra uma qualidade disseminada e profunda da cultura do país: a Rússia pertence a inveterados assumidores de risco. Nos negócios, na política, nas finanças e na aviação, uma atitude de desafio ao perigo está profundamente enraizada. Em apenas uma comparação, a Organização Mundial de Saúde disse em 2010 que o índice de mortalidade nas estradas da Rússia é de 55,4 por 100 mil veículos, já na Itália, era de 12 por 100 mil.

No século 19, o autor Mikhail Lermontov ficou tão surpreso com essa espécie de fatalismo que criou um personagem na novela “Um Herói de Nosso Tempo” que fazia roleta-russa com uma pistola de um só tiro. O personagem se salva porque a arma falha.

Quando perguntado sobre o perigo no circo, Andrei Y. Logulov, engenheiro químico magro e arrumado que incentivava sua filha Diana, de 11 anos, a se aproximar de Chanel para uma foto, encolheu os ombros como tantos outros russos.

Tudo isso torna a Rússia a terra do acidente evitável, do resultado trágico e da aposta que deu errado, no circo e em outros lugares.

E tem havido “acidentes”. No ano passado, um tigre de um circo itinerante mordeu a cabeça de um menino de dois anos durante uma sessão de fotos na cidade de Blagoveshchensk, no extremo oriente. O menino sobreviveu, apesar de a mordida ter fraturado seu crânio.

“É claro que isto é arriscado”, disse Logulov, “mas há riscos em todo lugar na vida. Um tijolo pode cair na sua cabeça na rua, por exemplo. Este é apenas um pequeno risco.”

Nos últimos anos, um leopardo-da-neve arranhou uma garota em um circo itinerante perto de Moscou e um tigre mordeu um espectador no balneário de Sochi, no mar Negro. Das cerca de 90 espécies de animais usadas em circos, uma dúzia é considerada pelos treinadores particularmente perigosa: macacos, tigres, leões, linces, pumas, ursos, leões-marinhos, morsas, águias, cangurus, hipopótamos, rinocerontes e elefantes.

Mas, pela emoção extra e pela renda, os cerca de cem circos que foram privatizados depois do colapso soviético costumam permitir que um membro relativamente dócil dessas espécies passeie pelo saguão de entrada durante os intervalos para tirar fotos. No circo Nikulin, uma foto com um tigre custa US$ 18 e com um urso, US$ 15. Os cerca de 70 circos que ainda são dirigidos pelo Estado proibiram essas práticas desde 2010.

Boris E. Maikhrovsky, vice-diretor encarregado de animais na Rosgostsirk, a companhia estatal de circo, e treinador de leões-marinhos e pinguins, disse que colocar crianças ao lado de predadores é inerentemente inseguro. Não é tanto uma ilustração do fatalismo russo, disse ele, quanto um sinal da ânsia pelo lucro superando o bom senso. Maikhrovsky defende no Senado russo uma lei que proíba tirar fotos de crianças com animais predadores.

“Temos uma ordem que proíbe categoricamente as fotos com animais”, disse ele. “Quem faz isso sabe que um dia acabará mal. Não podemos saber o que há na cabeça de um animal.” Os treinadores às vezes drogam os felinos antes das sessões, disse, embora isso nem sempre ajude.

Maksim Y. Nikulin, diretor do circo Nikulin e herdeiro de uma conhecida família de artistas circenses, defendeu as sessões como seguras e um bom exemplo de técnica. Além disso, a aparência de perigo faz parte das artes circenses, disse.

“As pessoas vão ao circo em busca de adrenalina. Se parecesse ser totalmente seguro, não seria interessante. Você olha e pensa: ‘Oh, esse homem pode ser devorado!’, ou ‘Aquele ginasta pode cair!'”

Chanel, disse Nikulin, é uma tigresa muito calma, que foi dessensibilizada desde pequena aos gritos das crianças e até a um ocasional e desaconselhável beliscão. Ele nega que ela esteja drogada.

No palco durante um intervalo recente, Chanel olhava calmamente para a multidão de crianças. Mikhail Zaretsky, seu treinador, explicou as medidas de segurança que ele adota, como alimentar o animal com quatro quilos de carne antes de uma sessão de fotos.

Quando Diana se sentou, estendeu o braço fino sobre o pescoço de Chanel, afagando-a.

Na multidão, alguns pais convenciam seus filhos temerosos a serem fotografados, enquanto outros tentavam fazê-los desistir disso.

Uma mulher que trabalha em uma barraca de sorvetes próxima há anos revirou os olhos e disse: “Deus seja louvado, nunca aconteceu nada de ruim aqui”.

Enquanto isso, Anya, uma menina de seis anos com um laço branco no cabelo, estava na entrada da jaula de Chanel. Ela olhou para a tigresa, então olhou para sua mãe e disse: “Estou com medo”. A mãe, Yulia M. Baranova, decidiu não tirar a foto.

“Nós olhamos para aqueles dentes, olhamos para aquelas garras…”, disse ela, e foram para as barracas que vendem algodão doce, ioiôs e dentes de vampiro.

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“Talvez uma das razões da popularidade da crença de que a natureza humana é violenta esteja no fato de estarmos todo o tempo expostos às más notícias que nos vêm através dos meios de comunicação. Contudo, a verdadeira causa disso é que, sem dúvida, as boas notícias não são notícia.”  Dalai Lama .
Existem aproximadamente 20 milhoes de cães abandonados no Brasil.snoopy Porque cenas como essas são tão comuns, os  animais abandonados se tornaram invisiveis mas  o Jornal folha de São Paulo nestes dias de violencia   tambem abriu espaço para nos contar a História do SNOOPY o cão teimoso.

Snoopy, o cão teimoso, Vira-lata que perdeu uma pata por maus-tratos desperta sentimento de união em escola devido à insistência em acompanhar dois alunos no trajeto para casa por  Jairo Marques  materia publicada no jornal folha de São Paulo  foto   EduardoKnapp/Folha

Caso alguém decida fazer uma visita à escola municipal Romão Gomes, no Parque Novo Mundo, na zona norte de São Paulo, no período da tarde, vai ser recebido, em primeiro lugar, por um cão vira-latas de três patas batizado pelas crianças de Snoopy. Todos os dias, com faltas eventuais apenas por questões amorosas, o cachorro aguarda os garotos Felipe Alves Nunes, 14, e Evandro Pereira Santos, 13, saírem do compromisso escolar para acompanhá-los de volta para casa, em um conjunto residencial Cingapura, pouco menos de um quilômetro dali. O cachorro mora na rua, em frente ao prédio onde vive a dupla, e se alimenta graças à ajuda “de todo mundo que dá uma coisinha”. Felipe acredita que o chamego do cão com ele e com o amigo Evandro veio após eles terem dado “duas salsichas saborosas” ao bicho. “Ele é meu melhor amigo. Reconheço o esforço que faz, todos os dias, andando 850 metros só para ficar me esperando. Retribuo brincando, jogando bola e fazendo carinho nele”, diz Felipe. HISTÓRIA DE AMOR A história de amor entre Snoopy e os meninos começou há dois anos, antes de o cão ter sofrido a amputação devido a maus-tratos. “O cachorro desapareceu por um tempo e todos na escola acharam estranho. Só ficamos sabendo de tudo o que tinha acontecido quando ele retornou à rotina, já sem a patinha da frente”, afirma a diretora, Tânia Carmona. Quando sumiu, Snoopy só foi encontrado após uma busca que envolveu estudantes e moradores do bairro. “Encontramos ele muito machucado. Ele me viu e parecia que pedia para eu ir embora porque queria morrer sozinho. Foi muito triste”, lembra Felipe, estudante da oitava série. VAQUINHA Moradores e alunos fizeram uma vaquinha e conseguiram arrecadar o valor de R$ 2.000 para os cuidados veterinários emergenciais para o cachorro. Em poucas semanas, o vira-lata sorridente –meio branco, meio caramelo– estava recuperado, mas tendo de conviver com uma deficiência: andar sem a pata esquerda dianteira. “Para mim, ele ter só três patas não faz diferença nenhuma. Só no começo, que ele andava um pouco mais devagar, mas, agora, é quase normal. O meu amor por ele é igual”, conta Evandro. Apesar de os alunos conhecerem o cachorro “da portaria”, poucos sabiam de sua saga, que só ficou popular após a publicação dos detalhes em um blog do colégio. “A história do Snoopy é próxima da vida da gente, não é conto de fadas. Todo o mundo se emociona com a vontade dele de continuar vindo com os meninos”, conta Giovanna Lemos, 12. Snoopy também virou tema de exposição de cartazes feitos na escola. Os alunos descreveram em desenhos seus sentimentos pelo bicho. SENTIMENTO DE UNIÃO “O cachorro ultrapassou a função dos nossos projetos pedagógicos e mexeu com o emocional das crianças, que vivem uma realidade muito dura no bairro, muitas vezes de pobreza, de violência”, declara Ana Paula Faria, professora de informática educativa do colégio. O cachorro só sai da portaria durante o período de aula em três situações: quando vê um dos garotos na quadra de esporte e começa a latir em desespero, quando consegue driblar os funcionários para ficar babando na janela da sala de aula dos meninos e para acompanhar a dupla de volta para casa. Para a assistente de diretoria Marisa Testone, os detalhes da história do cachorro “despertaram um sentimento de união entre os alunos”

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A relação entre o ser humano e os animais sempre deu origem a histórias bonitas. Essa é mais uma: o fotógrafo russo Andy Prokh decidiu registrar a amizade entre a filha Katherine e o seu gato de pelo curto inglês, LiLu Blue Royal Lada. 1bUm fotógrafo deve captar aquilo que ama”, 1adiz Prokh.11

Katherine,12 a caminho dos 5 anos, passou toda a vida na companhia de LiLu.121 Tarefas simples do cotidiano como estudar, 123tocar instrumento, brincar ou simplesmente comer, podem ser feitas com ele e foram captadas pelo pai nessa série.1112Em preto e branco, 1122as fotos 1231de Prokh dão um realce ainda maior a uma 1234enternecedora amizade

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Folha de São Paulo

03/04/2013 – 03h3069457_446461595417332_1947098686_n

Albert Einstein libera bichos de estimação para visitar pacientes em SP

JAIRO MARQUES
DE SÃO PAULO

 

Entre olhares de admiração, espanto, surpresa e curiosidade, a cadela Clara, da raça fila, com três anos e 73 kg, entrou ontem tranquilamente pela recepção e passou por corredores de um dos mais importantes hospitais do país, o Albert Einstein, em São Paulo. Ela foi visitar o dono, que está em tratamento contra um câncer na bexiga.

 

Após três anos de testes e preparo de equipes, o hospital liberou, sob rígido protocolo, que bichos de estimação, às vezes considerados membros da família, visitem pessoas internadas –mesmo em unidades semi-intensivas.

 

“Meus filhos moram fora de São Paulo, são muito ocupados. A Clara acaba me fazendo companhia em horas difíceis. Ela é parte da família. Poder tê-la comigo no hospital faz a diferença no meu ânimo, na minha disposição”, diz o advogado Ennio de Paula Araújo, 71.

 

A entrada de bichos no Einstein –gatos e passarinhos também são aceitos– faz parte também do cumprimento de regras de uma certificação internacional de humanização que o hospital conseguiu no ano passado.

 

O Einstein é o 35º hospital do mundo e o primeiro da América Latina a conseguir o selo concedido pela organização americana Planetree.

 

“Poder receber seus bichos aqui era um desejo frequente dos pacientes. Eles fazem bem e, sem dúvida, interferem na cura”, afirma Rita Grotto, gerente de atendimento do hospital.

 

Clara teve de passar por uma avaliação de seu veterinário, que deu um laudo atestando sua boa saúde, e tomar um banho caprichado antes da visita. Os donos apresentaram os documentos de vacinação e se comprometeram a mantê-la tranquila.

 

“Mas, antes de tudo, é preciso a autorização do médico, que tem de colocar no prontuário do paciente que está de acordo com a visita. Uma equipe multiprofissional checa se todo o protocolo foi cumprido. Na menor dúvida, a entrada não será autorizada”, declara Grotto.

 

O hospital diz que recebeu só uma queixa até hoje. A mãe de uma criança com leucemia reclamou da presença de um cão, mas recuou depois de receber explicações.

 

O aposentado Menachem Mukasiey, 67, está há uma semana internado com um problema no joelho e aguardava ontem ansioso a visita da poodle Bolinha.

 

“Já passei por vários hospitais e jamais me permitiram ver a Bolinha, que fica sem comer e depressiva enquanto estou fora. Aqui é o único lugar que me deixaram recebê-la, o que é uma alegria.”

 

Paulo de Tarso Lima, coordenador da área que implanta as medidas de humanização no Einstein, afirma que “não está se falando de uma vontade de todos os pacientes” e que “também não se autoriza a presença dos bichos em qualquer lugar, de qualquer maneira”.

 

Para o médico, o contato com os bichos pode levar “felicidade, paz e bem-estar” e auxiliar a recuperação de algumas pessoas. “O encontro com um cão ajuda a relaxar, a retomar a preocupação com o corpo, o que pode ficar perdido em pacientes crônicos.”

 

 

 

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Me chamo Damião, tenho 5 anos e achei quatro gatinhos abandonados no

final de abril, como sou criança a minha Mãe pediu ajuda as amigas da Mancha  , que arrumaram um lar temporário, a casa da Sandra, do Paulo e da Simone e hoje fui ver os gatinhos que estão com 45 dias .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

lá todos ajudam a cuidar até a Maria, fica correndo atras dos gatinhos.

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