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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Bom saber que animais em situação de abandono têm Pais de Estimação, vou contar a história de quatro que tivemos a sorte de cruzarem nosso caminho, todos  queridos e que têm todo o nosso amor, carinho, respeito  sem Eles não conseguiríamos  ajudar os animais.

Tem um senhor na comunidade da favela do Moinho que não sei o nome mas que resgatou um cão da rua, e era sempre muito cuidadoso trazia para vacinar , pôr coleira antipulgas , fez o reforço da vacinação pq tinha muito cuidado com seu Amigo, um dia foi almoçar no Bom Prato e como sabia que os cães não podiam entrar foi guardar o cão em casa e por duas vezes o cão fugiu e o seguiu , na terceira vez ao atravessar a linha do trem, que fica na frente da favela do moinho ,  o cão se deitou no trilho para o esperar, mas o senhor ficou tão preocupado, que foi tentar tira-lo, o cão  saiu facilmente  e o trem pegou o senhor que faleceu no local. Até hoje acompanhamos o cão,que adotou outra família fora da favela e não quer mais voltar, pq para entrar tem que atravessar a linha do trem.

Tem o José Luis na Comunidade do Moinho é um protetor da favela , resgata ,  pede ajuda para castrar,  um dia sem carona veio a pé dos Campos Elísios até Perdizes para trazer o cachorro para castrar, trás os animais de quem não está nem aí, ajuda nas ações de castração vermífugação e vacinação, nos acompanha  em ações na Cracolândia e no centro da cidade, faz adoções dos animais que resgata e é lar temporário.


Tem o Dolinho,  que vivia em situação de rua,na rua Elias Chaves na Favela do Moinho e mesmo na rua adotava os animais abandonados e cuidava deles gatos e cães e a  ultima cachorrinha nos pediu “castre e fique com ela pq não vou estar aqui para cuidar dela” , ficamos com ela dia 25 de julho e  no dia 31 julho o Dolinho, se deitou  de noite na rua, passou uma noite muito fria e não acordou mais, 

Tem o José na favela da Paz, nos deu seu telefone e recebe nossos recados agenda as castrações, sabe quem tem crias precisando adoção, sabe dos animais abandonados na rua, das fêmeas que precisam ser castradas, nos ajuda nas ações da favela de vacinação e vermífugação .A Todos estes Pais que Resgatam, Respeitam, Amam com suas próprias vidas, Acolhem e se deixam adotar por gatos e cães em situação de rua, nosso   muito obrigada, todos Vocês são exemplo  e nos fazem ter fé para continuar  a acolher mais animais abandonados.

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por Alenahra

…e arrancou meu coração, mas antes de arrancar ficou ali uns dias torcendo e apertando.

Se tem uma coisa que essa parte da viagem me mostrou é o quão mimada eu sou. Filhinha de papai. Guriazinha de condomínio. Que desceu pro play toda desavisada, ah que lindo é o mundo, vou ali ver umas agriculturas nos irmãos centroamericanos. Tava me achando o máximo andando de pé em caçamba de pick up por 3 quetzales, só os locais e eu a única estrangeira. Ajudando a fazer horta na periferia de uma cidade minúscula com mulheres que não sabem nem ler. Menstruada usando copinho num lugar em que o banheiro é seco. Oh yeah, veja que durona que eu sou, como eu viajo no modo roots.

Turista no terceiro mundo. Pode escolher desembarcar e voltar pro restaurante que tem tofu. Nunca passou perrengue na vida. Merece esses tapa na cara. E tá pouco ainda.

Estou aprendendo muitas coisas de que talvez eu já tivesse alguma pista caso tivesse feito uma faculdade menos alienante que jornalismo na PUC, ou pelo menos tivesse lido As veias abertas da América Latina ANTES.

Agora, por que ninguém me avisou que tinha tanto bicho morto de fome na Guatemala?

Os cachorros mais magros que já vi vivos. É cultural, dizem. A cultura é diferente, aqui as pessoas não ligam. Os bichos estão ali morrendo de fome e é só mais um fato da vida, ninguém faz nada.

A gente (o povo da proteção animal, os que tratam bicho como família, etc) é muuuuuuuito mimado no Brasil. Eu sou. Eu que acho que tudo que é cachorro e gato tem que ser tratado, castrado, alimentado, acolhido; eu tenho standards muito altos pra animais domésticos.

Me disse o russo com quem trabalhei por alguns dias na fazenda de orgânicos: os cachorros sempre conviveram com o homem se alimentando dos restos. Pra mim, os bichos daquela vila estavam morrendo de inanição. Ele não achava que estavam assim tão mal. Estávamos discutindo qual seria a solução mais humanitária. Chegamos a uma conclusão: se não dá pra recolher, castrar, encontrar adoção, o melhor seria a eutanásia.

Eu não acho que a vida é um valor absoluto. Como alguns sabem, adoro a vida, daora a vida, dou graças todos os dias. Mas para uma vida miserável de inanição, doença, atropelamento, descaso, violência, considero que a morte rápida e indolor pode ser uma saída aceitável.

Eu fiquei de fato muuuuuuuuito desesperada com os cachorros daqui. A ponto de chorar na rua vendo passar uma fêmea esquálida com as tetas cheias, indo procurar comida nos restos da feira. E me imaginei dando uma injeção letal pra pelo menos um cachorro que passou por mim. Será que se vende isso na loja de ração?

Eu quis ir embora correndo. Não quero mais ver isso.

E aí:

  1. Tudo que aparece é o que eu tenho que lidar com. Obviamente eu tenho que ver, sentir, e lidar com ISSO: abandono, sofrimento, desacolhimento, fome, desamparo.
  2. Repare que abandono, sofrimento, desacolhimento, fome, desamparo quem tá vendo sou EU. A situação é neutra. Existem uns cachorros. O russo não acha que estejam tão mal. Eu acho tudo isso aí de cima. EU que tô dizendo isso. EU que tô vendo isso. Isso só existe objetivamente dentro de MIM.
  3. Serviço é o que se apresenta. Mas é muita presunção achar que eu vou conseguir resolver tudo, agir sempre, atuar em todas as oportunidades — “oportunidade”: quem disse que isso é uma? Às vezes só vou poder olhar, sofrer, chorar, sentir.
  4. Isso: às vezes o que se apresenta não é pra que eu aja sobre. Às vezes o que se apresenta é pra eu ir pra dentro e só. Não é pra agir, pra fazer. É pra não-fazer. Nem sempre eu tenho que recolher o lixo do chão, limpar o banheiro, retirar do mar a sacola de plástico. Às vezes o agir me desvia, me impede de sentir e integrar. É uma distração. É um drama. É um sedativo. Tem gente que bebe, usa outras drogas, come demais, compra. Eu tento consertar as coisas (e como, e bebo, E consumo). É uma forma também de controlar, de tentar controlar. Saio fazendo coisas com o objetivo de consertar algo, ajudar alguém, melhorar o mundo. Talvez tenha sido pra entender exatamente isso que eu vi o que eu vi na Guatemala.

Me apaixonei por duas cachorrinhas filhotes no instituto de permacultura. A permacultura e os animais domésticos têm uma relação meio mal resolvida — pelo que vi até agora de permacultura não-urbana. A permacultura trata os animais como um recurso e tudo no sistema têm uma função. Bem, cachorro e gato não têm muita função a não ser comer e cagar. Cachorro e gato não dão leite, não põem ovos, não ciscam, não são socialmente aceitos como comida aqui no ocidente. Pra permacultura não-urbana (que vi até agora) cachorro e gato são problema: espantam e comem os animais silvestres, os ovos de pássaros, mexem na compostagem e na horta. No entanto cachorros e gatos existem, e muitas vezes já estão dentro do biossistema — então não adianta fazer de conta que não estão, ou querer que não estejam. São coisas vivas: é preciso leva-los em consideração no desenho do biossistema (sistema de coisas vivas). Ou então agir como na minha fantasia da eutanasia. O que não dá é pra deixar os bichos ali morrendo de fome. Ficar olhando um ser faminto sem alimentar.

Me apaixonei pelas duas filhotinhas e caí na asneira de perguntar de quem eram, quem alimentava. Me disseram que começaram a alimentar a mãe quando estava grávida e então ficou, mas que não querem cachorros no instituto. E que então não é pra alimentar mais.

Na outra fazenda de orgânicos onde eu estava tinha uma cachorra de rua que entrava, subia na mesa e roubava comida dos hóspedes. Fui “pega” alimentando uma vez e levei um xingão. Não sei vocês, mas eu não consigo ficar indiferente vendo um ser com fome. Me pedem comida e eu dou, ponto (a não ser quando é um humano onívoro querendo comer minha última coxinha vegana sendo que ele tem todas as comidas dele ali).

 Me apaixonei pelas duas filhotinhas e comecei a pensar em mudar a viagem, comprar passagem pra elas irem pro Brasil, a armar um jeito de alguém daqui levá-las pra casa dei um monte de comida — banana, abacate, arroz com legumes, mandioca. Comprei remédio pra verme, pulga, carrapato. Comprei spray pra cicatrizar uma ferida que a mãe tem. Falei com deus e o mundo. Descobri mutirão de castração. Imaginei um futuro tenebroso pra elas — como a fêmea raquítica que vi na rua com as tetas cheias procurando comida nos restos da feira. Se ao menos elas fossem machos… Me senti presa num lugar sem saída. Chegou a faltar o ar. Era terça, eu tinha que ficar até sexta. Na quarta me refugiei na vila, no restaurante com internet, não queria ver as cachorrinhas (na primeira noite elas dormiram na minha cama). Na quinta foi pior. O desespero bateu e apareceu até um vilão — uma criatura horrenda que maltrata as cachorras pra que elas vão embora.

Na sexta bem cedo dei pra elas o resto de ração que eu tinha comprado, a cachorrinha que mais se apegou a mim me seguiu, tive que espantar, ela lá com aquela carinha, parecia que sabia que eu tava indo.

E fui embora com um rasgo no meio do peito.

Eu não costumo “pedir” coisas nos meus rezos, porque 1) acho que tenho só que agradecer e 2) não acredito que o universo atende pedidos, faz favores, beneficia esse ou aquele. Mas na última noite lá (que eu passei praticamente acordada pensando no que eu ia fazer) eu pensei “bem que podia aparecer uma ajuda”, e daí me veio a frase “ask and you shall receive” e me dei conta que como é que eu quero ajuda se eu não peço. Daí no rezo da manhã eu pedi ajuda pra me ajudar a ajudar as cachorras. Tava numa choradeira só, os cachorros só abriram a porteira; o reconhecimento do meu privilégio de elite branca — e a vergonha que comecei a sentir — tava fazendo o resto. Pra ir embora do lugar peguei uma pick up, a gente vai de pé atrás, tava lotada, umas senhorinhas levando hortaliças pra vender na feira da cidadezinha. Depois peguei uma lancha pra atravessar o lago e voltar pra cidade onde eu ia pegar a van pra voltar pra capital, e na lancha pensei “cara, tô precisando falar com alguém, bem que eu podia fazer um amigo, qualquer um, podia até ser gringo”.

Bem, eu chego em Panajachel e vou direto pro meu porto seguro, o restaurante maravilhoso que tem um quintal e tofu (porque eu posso, né? Cansou de brincar de terceiro mundo, dá pra mandar parar e desembarcar). E tem um homem mais velho sentado sozinho numa mesa e a gente começa a conversar e bingo, eis o amigo. Ele é inglês e mora há anos adivinha onde? Do outro lado do lago, na cidade onde eu peguei a lancha, ou seja, do lado do instituto onde eu tava. Lá pelas tantas da conversa — minina, como eu precisava conversar — eu falo pra ele “olha, não é por acaso que eu mal desembarquei da lancha e conheci uma pessoa que mora em Santiago, deixa eu te contar uma história e tu vê se tu pode me ajudar”. Contei toda a história das cachorras e: ele conhece o pessoal que faz mutirão de castração lá na região. E ele LIGA pra pessoa na hora e: tem mutirão de castração na semana que vem, e é DE GRAÇA.

E eu praticamente me joguei no chão em louvor a esse universo que atende sim e ajuda quem pede ❤. ASK. And you shall receive.

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Agora: agora tenho que deixar de tomar Toddynho. E parar de chorar lendo As veias abertas da América Latina. Que bom que eu vim aqui e vi isso. O quão a América é fodida desde os espanhóis, o quanto não se recuperou nunca — basicamente porque o sistema que rege o mundo ainda é o mesmo desde os tempos da colônia. Eu tô tendo um crash course em América Latina. Me joguei no fundo do vulcão em erupção. Nem todos os livros que eu poderia ter lido me ensinariam o que estou vivendo aqui. Esse negocio tá entrando pela minha pele. Minhas células estão fazendo osmose com a América Latina. Os cachorros são só um aspecto. Cachorros pra mim são importantes. Todos os seres importam. O ensinamento dos cachorros vem junto, abre alas, talvez, para os outros. Um dia eu disse que minha primeira gata abriu a minha compaixão para todos os outros seres — inclusive humanos. Bem, meu sofrimento pelos cães da Guatemala abriu a porteira para a dor pela América Latina inteira.

Precisei vir aqui nesse longe pra ver o que poderia ter visto no Brasil — não tivesse sido eu a guriazinha de condomínio, vida fácil, protegida, que sempre fui. Bom, antes tarde do que nunca. Preferia ter feito essa viagem bem antes, ainda jovenzinha, talvez eu tivesse tomado tenência antes (talvez não, eu só queria surfar e fumar maconha). Mas não foi o que aconteceu, vim só agora, e agora está sendo como uma pós graduação. Na vida. Nunca é tarde.


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Acompanhe o diário da viagem pra dentro.
A versão interna da viagem que estou fazendo pelas Américas em busca de projetos de agricultura urbana, agroecologia e permacultura, cujas matérias estão sendo publicadas na herbivora.com.br e as fotos no Instagram @alenahra

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Hoje estamos aqui para lançamento da camiseta , produzida com a ajuda dos Amigos  Marcelo Pinheiro e Erico Padrão do  Carimbo Letterpress.

Todas as camisetas do Clube da Mancha são desenhadas como forma de divulgar o projeto dos Amigos da Mancha, com 100 % da renda destinada a ajudar  o trabalho  que fazemos  com os Amigos de Estimação que vivem em Situação de rua.

Camisetas na  cor branca e preta  em silk Screen , por 60,00 com entrega tb por sedex  ( 60,00 + valor do sedex ) 100% da Renda revertida  para ajudar os Animais  em Situação de Rua

 

 

 

Os Amigos Marcelo Pinheiro e Érico Padrão do  Carimbo Letterpress, Estúdio de Impressão Tipográfico em São Paulo  á rua Campevas 146, criaram um projeto exclusivo para ajudar o projeto social dos @amigosdamancha de Mutirão de Castração de animais em situação de rua e abandonados em espaço urbano da cidade de São Paulo.   “Caderninhos de desenho ou anotação” impressos em letterpress/tipografia, com clichês e tipos móveis antigos.
100% feito à mão.
Três passagens em máquina – duas para as letras e mais uma para o clichê.
4 cores de capa e miolo em papel off-white [64 páginas sem pauta].
O texto de fundo é composto pelas palavras cachorro [perro, dog, hund, inu e chien] e gato [gatto, katze, chat, neko e cat], em Espanhol, Inglês, Alemão, Japonês, Francês e Italiano.
O objetivo é arrecadar ajuda para viabilizar mais castrações de cães e gatos em situação de rua e dar uma visibilidade maior ao nosso projeto .
Porque somos um projeto VOLUNTÁRIO QUE TEM RECURSOS APENAS de DOAÇÕES, você nos ajuda a castrar mais e mais animais em situação de rua
Cada caderninho mede 16 x 11.5 cm e custa 25 reais un.

saiba mais www.clubedamancha.wordpress.com

 

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Hoje estamos aqui para lançamento da camiseta do Scotch, produzida com a ajuda da  Artista Vegana  @silvana_mello  .

Todas as camisetas do Clube da Mancha são desenhadas com os animais resgatados da rua , como forma de divulgar suas vidas, com 100 % da renda destinada a ajudar  o trabalho  que fazemos  com os Amigos de Estimação que vivem em Situação de rua ;fazemos o acompanhamento  dos cães com vacinação  vermifugação ,castração , banhos mensais e tratamento antípulgas  e atendimento veterinário sempre que necessário .Na cor branca  em silk Screen , por 60,00

com entrega tb por sedex  ( 60,00 + valor do sedex )
100% da Renda revertida  para ajudar os Animais  em Situação de Rua

Também aceitamos  pedidos de encomendas  em outras cores  no minimo de dez.

saiba mais www.clubedamancha.wordpress.com

Resgatamos o Scotch  de 11 anos em janeiro de 2016, 15731647_1193160660790960_399022210_n sofreu  maus tratos a vida toda, seu dono morreu e ía ser abandonado na Favela do Moinho. E tentamos lhe dar  uma vida mais natural possivel.

Como é um AmigoEspecial de difícil Adoção, arrumamos umas madrinhas MUITO Especiais  a Camila e sua  Mãe a  Hanny ,15749783_1193131694127190_254369513_n-1 15750039_1192866370820389_1765364298_n que apesar de já terem seus animais de estimação , dois adotados  do Clube da Mancha, o gato Pompeu e o cão Joaquim ,colaboram mensalmente  para custear os gastos com o Scotch,Você também pode ser madrinha de um animal resgatado até sua adoção. contato clube-mancha@bol.com.br

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Fizemos uma pequena ação na pç Princesa Isabel , dia 11 junho  e conhecemos os Freis Angélico  e o Frei Damião, que nos ajudaram no trato com os animais e também nos contaram que tinham uma gatinha precisando de ajuda. A gatinha agora  está internada na Clinica da Dra Luciana Guimarães  e após se recuperar será castrada e junto com os filhotes vão ser encaminhados para adoção posse responsável.   E conhecemos o trabalho que  os freis fazem tambem na Cracolandia.

 

 

Vivem em pequenas comunidades chamadas,fraternidade. Adotam o estilo de uma vida simples, marcado pela pobreza e buscam aproximarem-se ao máximo do estilo de vida dos pobres, a quem servem.

Como crêem em uma vida consagrada, o carisma adotado pela Fraternidade pede que suas casas seja a casa dos pobres. Ao lado deles, compartilham a vida comunitária; as tarefas diárias, a oração, a mesa da comida e da Eucaristia.

O comunidade chama-se Fraternidade Missionária O Caminho, mas é mais conhecida como Fraternidade O Caminho.
A Fraternidade teve início em uma casa alugada na Vila Natal, bairro periférico da zona Sul de São Paulo. Esse local serviria para ser uma casa de acolhida para jovens que, por causa do terrível flagelo das drogas haviam perdido tudo.

A primeira preocupação dos fundadores da Fraternidade O Caminho era ter um lugar onde os pobres pudessem ser acolhidos com verdadeira e piedosa dignidade, pois é em torno deles que a comunidade se constrói.

“Começamos a primeira casa a cerca de 15 anos donde se espalhou para outros lugares do Brasil e até fora, em outros países, sempre mantendo o mesmo chamado inicial: cuidar dos mais pobres.”

Em São Paulo, eles trabalham principalmente com pessoas em situação de rua, tem como objetivo a acolhida para o tratamento de recuperação da dependência química.

A casa do centro da capital paulista, fica na bairro da luz, de onde fazem a missão de rua e também acolhem para a recuperação de dependência química. Esta casa serve como triagem e tem capacidade para 18 pessoas. Após esse primeiro processo que dura de 15 dias a um mês, os Filhos Prediletos como chamam, são enviados para as chácaras em torno da grande São Paulo. A capacidade nas chácaras é de 40 internos.

Os freis ainda fazem pastoral de rua que é uma missão semanal, onde entre outras coisas levam o alimento para o corpo (lanche) e o alimento para alma (Palavra de Deus). Nas quartas-feiras eles revezam entre parca da Sé e Praça Princesa Isabel- Cracolândia das 08hs00 as 12hs00, onde cortam cabelos, barbas e fazem curativos, nas sextas-feiras levam lanches e a Palavra de Deus, das 20hs00 as 23hs00.

Com todo esse vasto trabalho o que impressiona é a confiança que esses frades tem na providencia divina, que a única fonte de renda. Eles acreditam que cada pessoa ao se próximar para contribuir é providencia de Deus.

Aqueles que sentirem vontade de ajudar de alguma forma, tanto com a presença como com doações de cobertores, roupas, material de higiene pessoal, alimentos e etc podem entrar em contato e falar diretamente com eles.

Segue o contato:

Fratérnitas Virgem dos Pobres

Rua Djalma Dutra, 69 – Bom Retiro
CEP: 01103-010 – São Paulo, SP
Tel.: (11)2386-2131- residência.
E-mail: maedospobres@ocaminho.org.br

Missão: Casa de apoio para as pastorais de rua, sobretudo no atendimento à Cracolândia.

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Alexandre Staut ,publicado em Vida Breve

Os gatos e o fulgor da monotonia

Esta semana chegou novo morador em casa, um gato branco de orelhas, rabo e focinho amarelos, que primeiramente foi chamado de Bianco, depois de Tutu, Carinhoso, até receber o seu nome definitivo, Pedrinho. Tem dois meses, veio da favela do Moinho, em São Paulo, e me foi oferecido por  Amigosdamancha, que faz trabalho lindo , castrando animais abandonados e os ajudando a encontrar um lar.

Dar nome a um bicho requer tempo e persistência. Alguns parecem sugerir como querem ser chamados. Assim que olhei para Ferrugem, gata ruiva de olhos que combinavam com a pelugem, seu nome parece ter sido soprado nos meus ouvidos. Ferrugem foi embora cedo para o céu dos gatinhos.

Enquanto corria para lá e para cá, de veterinário em veterinário, tentando salvar essa gata, conheci o Clube da Mancha. Ferrugem partiu e sugeriram que eu adotasse uma gata de mais de um ano e com cara de bicho polar selvagem. Logo que apareceu na minha frente, olhou para mim, miou e se enroscou nas minhas pernas. Uma gata comunicativa. Quase uma boneca de pelos. O nome estava escolhido, Emília.

Mais uns meses, passeava pelo centro de São Paulo, até ver duas gatinhas recém-nascidas numa gaiola, nas dependências da ONG Natureza em Forma, que também faz belo trabalho e cuida gatos, cachorros e de pombas machucadas, além de resgatar galos de rinha. Pedi para pegar um dos felinos. Percebi que carregada uma rajada e esbelta. Vou levar para casa, disse à funcionária do lugar. Essa recebeu o nome de Brigite, mas, conforme crescia, passei a chamá-la de Rajadinha, Tigrinha, e depois, Brioche. Agora, responde por Bri. Sendo que o seu nome completo é Brigitte Brioche.

Emília, a primogênita, havia sido jogada numa lata de lixo, em Perdizes, pouco antes da adoção. Isso explica o seu comportamento temperamental. Da doçura extrema, pode virar um bicho selvagem em poucos segundos. Basta um simples carinho na barriga gorda e ela mostra os dentes afiados… e morde.

Quando Bri chegou em casa, apanhou um dia inteiro da Emília. Mas no terceiro dia, a primogênita a adotava e a lambia, numa espécie de cerimônia de concentração e silêncio. Com Pedrinho aconteceu o mesmo. Durante um dia inteiro foi espancado por Emília, que faz questão de mostrar que manda na casa. No terceiro dia, porém, ela amanheceu aos carinhos com o novo morador.

Bri, que é submissa à Emília, pareceu esperar a reação da mestra, à espreita, meio de longe, sem dar um miado. Assim que a dona da casa se aproximou do novo morador, Bri também foi lambê-lo.

Hoje, ao sair de casa, os três encontravam-se aninhados, numa harmonia que dificilmente existe entre nós, humanos. Então me lembrei da frase que um ex-marido da Inês Amorozo falava sobre gatos, e que atribuía a Guimarães Rosa: “Eles descobriram o fulgor da monotonia!”. E também de uma frase que, certa vez, ouvi Nilma Lacerda dizer, atribuindo-a a Hélio Pellegrino: “Os bichos estão tão integrados ao Universo, que ignoram a falta que preside os humanos. Por isso, não necessitam da linguagem e a gente sim.” Bonito, não é?

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Em matéria publicada na revista do jornal Folha de SP na seção bichos, Silvia Corrêa nos conta o que já sabíamos, de forma comprovada , que somos um país de casas multicats onde os desafios se multiplicam. E o professor Archivaldo Reche uma das maiores autoridades em felinos perguntou  a 585 clientes quantos gatos tinham em casa,delas 85% tinham dois ou mais gatos e 50% tinham cinco ou mais gatos.Na natureza eles se organizam em matriarcados, há tolerância com os filhotes mas novos indivíduos adultos dificilmente  são aceites. Mas  nas nossas casas a situação é exatamente oposta.Sem acesso á rua, com pouco espaço, e pouca diversão eles são misturados sem laços de parentesco e sem ambientação.E brigas entre os gatos são muito comuns.Por isso sempre recomendamos adotar famílias, mãe e filhos ou dois irmãos para que não fiquem sozinhos.E da pouca experiência de já 20 anos sabemos que quem não faz o que sugerimos muitas vezes quer desistir da adoção ou mais tarde adota outros e tem dificuldades na adaptação . Adote em pares de preferência da mesma família.Adote a Mãezinha e seus filhinhos Jerry & Adriani castrados e vacinados .Adoção posse Responsável.

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